quarta-feira, 30 de novembro de 2011

BOM DIA!

Sexóloga porreta !




Drª. Lúcia, a sexóloga com tolerância zero!!!
Responde as dúvidas de ouvintes em uma estação de rádio ao vivo !
Ouvinte: - Bom dia Dr.a Lúcia! Meu nome é Júlia. É verdade que a gente pode
engravidar em um banheiro público?
Drª.Lúcia: - Sim! Acho melhor você parar de trepar lá!
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Ouvinte: - Bom dia Dr.a Lúcia! Aqui é a Geisy e eu queria saber porque a fantasia

dos homens é transar com nossa melhor amiga?
Drª.Lúcia: - Nada disso! A fantasia deles é comer sua irmã mais nova, ou a mais

velha, ou a do meio, ou a sua prima. A melhor amiga também, ou qualquer outra amiga...
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Ouvinte: - Bom dia Dr.a Lúcia! Eu sou a Vera e queria saber porque os homens vão

embora logo depois de transar com a gente no primeiro encontro?
Drª.Lúcia: - Porque o encontro acabou. Caso contrário, seria casamento!
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Ouvinte: - Bom dia Dr.a Lúcia! Me chamo Luciane e eu tenho um amigo

que quer fazer sexo comigo, mas ele tem um pênis de 20cm. Acho que vai ser doloroso, o que faço?
Drª.Lúcia: - Manda ele pra cá que eu testo pra você!!
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Ouvinte: - Bom dia Dr.a Lúcia! Eu sou a Rosa e eu queria um conselho!

Como faço para seduzir o rapaz que eu amo?
Drª.Lúcia: - Tire a roupa! Se ele não te agarrar, caia fora que é gay!
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Ouvinte: - Bom dia Dr.a Lúcia! Terminei com meu ex porque ele é muito galinha e

agora estou com outro. Mas ainda gosto do ex e as vezes ainda fico com ele! O que devo fazer?
Drª.Lúcia: - Quem é mesmo a galinha nesta história?
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Ouvinte: - Bom dia Dr.a Lúcia! Aqui é a Rose e eu queria saber porque os homens se

masturbam mesmo quando são casados?
Drª.Lúcia: - Minha amiga...jogo é jogo...treino é treino!

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Ouvinte: - Bom dia Dr.a Lúcia! Aqui é a Bruna! Eu queria saber se posso tomar

anticoncepcional com diarréia...
Drª.Lúcia: - Olha...eu tomo com água, mas a opção é sua!

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Ouvinte: - Bom dia Dr.a Lúcia! Meu nome é Suzi e eu gostaria de saber qual a diferença entre

uma mulher com TPM e um pitbull?
Drª.Lúcia: - O batom, minha filha!
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Ouvinte: - Bom dia Dr.a Lúcia! Aqui é o Fred! Me tire uma dúvida...o que são aquelas

saliências ao redor dos mamilos das mulheres?
Drª.Lúcia: - É Braile e significa "chupe aqui"...

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Ouvinte: - Bom dia Dr.a Lúcia! Quero saber como enlouquecer meu namorado, só nas preliminares.
Drª.Lúcia: - Diga no ouvidinho dele..."minha menstruação está atrasada"!

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Ouvinte: - Bom dia Dr.a Lúcia! Sou feia e pobre. O que devo fazer para alguém gostar de mim?
Drª.Lúcia: - Ficar bonita e rica!

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Ouvinte: - Bom dia Dr.a Lúcia! Aqui é a Jaque! É o seguinte...o cara com quem estou

saindo é muito legal, mas está dando sinais de ser alcoólatra. O que eu faço?
Drª.Lúcia: - Não deixe ele dirigir!

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Ouvinte: - Bom dia Dr.a Lúcia! Aqui é o Gabriel, me diga, porque não se pode confiar nas mulheres?
Drª.Lúcia: - Como alguém pode confiar em algo que sangra por cinco dias e não morre?

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Ouvinte: - Bom dia Dr.a Lúcia! Aqui é a Léia, me diga, porque as mulheres esfregam os

olhos de manhã, quando acordam?
Drª.Lúcia: - Porque elas não tem um saco para coçar!

Caio Fernando Abreu & Martha Medeiros

Alguns dos meus trechos preferidos desses dois SUPER escritores!

 


“Eu preciso muito muito de você eu quero muito muito você aqui de vez em quando nem que seja muito de vez em quando você nem precisa trazer maçãs nem perguntar se estou melhor você não precisa trazer nada só você mesmo você nem precisa dizer alguma coisa no telefone basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro.Mas eu preciso muito muito de você.”

(Caio Fernando Abreu)

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“A DOR QUE DÓI MAIS - Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.”

(Martha Medeiros)

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“Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa”

(Caio Fernando Abreu)

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“Então me vens e me chega e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque assim que és…”

(Caio Fernando Abreu)

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“Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas … permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo…”
“Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca … Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia… isso a gente vê depois … se calhar … Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos … me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar … experimente me amar!”

(Martha Medeiros)

“Qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora. Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.”

(Martha Medeiros)

Lispector

Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma.
Até cortar os defeitos pode ser perigoso
- nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro...
Há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Quase quatro anos me transformaram muito.
Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas.
Você já viu como um touro castrado se transforma em boi.
Assim fiquei eu...
para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim.
E com isso cortei também a minha força. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você
- respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma- é esse seu único meio de viver. Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão.
Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral.
Mas
o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber.Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma".

(Clarice Lispector)

só para guardar...

 

 

 

'Pegue as estradas certas, às vezes a errada.
Esqueça os dias, não se prenda nas horas e saiba que te amo!'

"Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde.Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais."

"Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem".
 
(autor desconhecido)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A LOIRA!




Três mulheres encontram-se em um barzinho para um bate-papo. Uma é russa, a outra americana e uma loira. A russa diz:

- Nós as russas, fomos as primeiras mulheres a ir ao espaço!

A americana: - E nós, fomos as primeiras a ir à Lua!

A loira que não queria ficar atrás diz:

- E nós, as loiras, não somos, mas seremos, as primeiras a ir ao Sol!

- Ao Sol?

Mas se forem até ao Sol morrem esturricadas! - diz a russa.

Prontamente a loura responde:

- Helllloooooo... Nós vamos de noite!
Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.





Clarice Lispector

Pertencer

Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou.
Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça.
Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus.
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso.
Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro.
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos.
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa.
Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida.
No entanto fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram por eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança.
Mas eu, eu não me perdôo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe. Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa espécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que por vergonha não podia ser conhecido.
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho!

(Clarice Lispector)

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